Smashing Pumpkins no Planeta Terra Festival

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Veja como foi o show do Smashing Pumpkins no Planeta Terra Festival, no dia 20 de novembro de 2010. Relembrando algumas músicas clássicas e tocando alguns hits novos.

Billy Corgan como único integrante original da banda foi o principal motivo para os fãs se moverem até lá. Os novos músicos são muito bons, ainda que Nicole Fiorentino no baixo e Jeff Schroeder na guitarra não tenham uma personalidade tão forte e marcante quanto D’arcy Wretzky e James Iha. O que causou a constante comparação de que Nicole lembrava o jeito de D’arcy segurar o baixo. O baterista novo Mike Byrne também é muito bom, contudo não é tão louco quanto Jimmy Chamberlain.

O show do Smashing Pumpkins no Planeta Terra foi bom para quem é fã de verdade da banda, portanto aqueles que só conheciam os hits como Disarm e 1979 saíram meio desapontados.

Billy mesclou as músicas novas do álbum “Teargarden by Kaleidyscope”, mas deixou de lado o CD Zeitgeist.  A grande surpresa foi quando ele tocou Drown, single lançado em 1992 que faz parte do filme “Vida de solteiro”, que usava como pano de fundo e cenário musical grunge da época e contou com Chris Cornell e Eddie Vedder no elenco, além de bandas como Mudhoney na trilha sonora e os próprios Pumpkins.

É claro que os maiores sucessos da banda marcaram presença, como Avadore, Today, Cherub Rock, Bullet with Butterfly Wings, Zero, Stand Inside Your Love e Tonight, Tonight, mas dizer que o show foi ruim só porque  as músicas não foram tocadas no seu ritmo original ou porque 1979 e Disarm ficaram de fora é um pouco de má vontade por parte de quem se acha entendido no assunto.

O Smashing Pumpkins sem os seus membros originais nunca será a mesma coisa então comparar a banda de agora com a que outrora foi a mais rentável dos anos noventa e que criou Mellon Collie and the Infinite Sadness, o disco duplo mais vendido de todos os tempos, é um pouco difícil. Eu particularmente encaro essa fase atual como uma fase solo do Sr. Corgan e se você usar este parâmetro para comparação então chegamos à conclusão de que Billy tem se saído bem nos últimos tempos depois de passar a última década tentando se reencontrar.

No show do Playcenter ouviam-se mais gritos de “Billy!” do que “Smashing Pumpkins” e apesar de ter-se mostrado simpático com o público ao se apresentar como “Billy Ronaldinho” e mudar a refrão de Shame de “Love is good all the time…” para “Your love is good all the time…”, algumas pessoas ainda insistem em tachá-lo de esquisito e dizer o show teve muitas distorções e experimentações inúteis.

O show dos Pumpkins sempre teve este tipo de experimentação no palco é só assistir os shows da época de Siamese Dream. E mesmo não podendo usar esse período como base para comparação atual, pelos motivos já citados acima, Billy ainda mantém essa linha performática no palco.

Após relembrar o que de melhor aconteceu naquele dia, a conclusão é de que o show foi muito bom se você for um fã de Billy Corgan e de seu trabalho em todas as suas fases. Porém se você gosta só dos hits e da fase mais popular da banda, sem conhecer nada além disso, não deveria ter ido ao show, pois essa fase já passou e ficou nos anos 90.

Set list:

1. The Fellowship
2. Lonely is the Name
3. Today
4. Astral Planes
5. Ava Adore
6. A Song for a Son
7. Bullet With Butterfly Wings
8. Tarantula
9. United States (com The Star-Spangled Banner / e solo de bateria de Moby Dick, do Led Zeppelin)
10. Spangled
11. Drown
12. Shame
13. Cherub Rock
14. Zero
15. Stand Inside Your Love
16. Tonight, Tonight

BIS:
Heavy Metal Machine

The Fellowship, Lonely Is The Name e Today

Ava adore

Bullet With Butterfly Wings e Tarantula

Drown e Shame

Cherub Rock e Zero

Stand Inside Your Love

Tonight, Tonight

Heavy Metal Machine

 

Sou formada em Artes Visuais, apaixonada por arte, música, livros e HQs. Comecei escrevendo sobre música e me apaixonei pela escrita.

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