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Lelê Alves, autora do conto “Luz, Câmera, Rock!” fala sobre o seu processo criativo

Lelê Alves, autora do conto “Luz, Câmera, Rock!” fala sobre o seu processo criativo

Lelê Alves

Lelê Alves é escritora e poeta, ela começou sua carreira na escrita em 2015, mas só resolveu publicar e compartilhar o seu trabalho há pouco tempo. Conheça um pouco mais sobre umas das promessas da literatura nacional.

A autora de 18 anos é natural da cidade de Sarzedo, em Minas Gerais. É fã de One Direction e começou no mundo da escrita postando fanfics na internet. Ela se identifica como pansexual e tenta trazer mais informações para o público sobre essa orientação sexual em seus trabalhos como forma de dar mais visibilidade a causa.

Capa do livro Luz, Câmera, Rock!
Capa do conto Luz, Câmera, Rock!

No conto “Luz, Câmera, Rock!” ela narra o encontro avassalador de apenas uma noite entre um astro do rock e uma jornalista. Leia a sinopse: Angeline é uma repórter que conseguiu conquistar a fama e reconhecimento de poucas mulheres negras no ramo. Rick Haller é um astro do rock em ascensão. Porém uma semana antes de suas férias a garota precisa entrevistar a celebridade e após isso uma sequência de acontecimentos estranhos passa a entrelaçar a vida dos dois.

Lelê também é autora dos romances “Geminianas”, “Help Me” e “Single”. E em breve ela terá algumas de suas poesias publicadas no livro “Afro Afetos”, previsto para ser lançado no dia 20 de fevereiro. Além de uma coletânea de contos sáficos que também será lançada esse ano pela Editora Caligari no dia 19 de março.

Conversamos com a Lelê Alves sobre as suas inspirações na escrita, o que ela gosta de ouvir quando está escrevendo, apropriação no rock e o que ela gostaria de dizer para jovens escritoras como ela.

SA – Quais são as suas referências na literatura?

LA – Minhas referências são escritoras negras que conseguiram se destacar mesmo nessa área que já não tem muito destaque, como Angie Thomas, Nicola Yoon, Conceição Evaristo, Ryane Leão, Olívia Pilar. 

SA – Como surgiu a ideia do conto “Luz, Câmera, Rock!”?

LA- Eu queria muito um clichê preto da garota durona que se apaixona por um astro, quando assisti a entrevista da Gloria Maria com o Mick Jagger e a tensão sexual que ficou no ar eu pensei “é isso!”

SA – Além do livro você também criou uma playlist pra ouvir lendo o livro. O que você gosta de ouvir quando está escrevendo?

LA – Eu geralmente monto a playlist antes de escrever e escrevo ouvindo essas músicas que me ajudam a ambientalizar o cenário, mas também curto escrever ouvindo lo-fi e funk (sim! incrivelmente a batida do funk faz minha escrita fluir).

Ouça a playlist:

SA – Em seu livro você cita as raízes negras do rock. Como você vê a apropriação que aconteceu nesse gênero?

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Foto da cantora Flora-Morena Lucini gritando no microfone e sua banda ao fundo. Foto: Jihad AbdulSabur

LA – Revoltada. Quem lê minhas poesias, ou simplesmente me conhece, sabe como essas paradas me deixam bolada, a apropriação acontece desde sempre, mas ver como as pessoas nem fazem ideia de que o rock é preto me deixa triste no mais alto nível. Escrevi aquilo sabendo que muita gente podia não ter ciência de como o rock nasceu e não poderia escrever um rockeiro branco sem citar a apropriação. 

Lelê Alves
Lelê Alves

SA – Que mensagem você deixa para garotas que gostam de escrever e pensam em se tornar escritoras?

LA – Escrevam! Qualquer coisa! Comecem com o simples e quando pensarem que não é bom o suficiente estudem, leiam, mas nunca deixem de escrever. Vocês só se tornarão “bons escritores” se persistirem, a escrita não é um dom, é pratica! 

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Luz, Câmera, Rock!
Lelê Alves

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