A exposição Björk Digital entrou em cartaz no MIS (Museu da Imagem e do Som) no dia 18 de junho e fica até o dia 18 de agosto de 2019.

O trabalho musical de Björk se mistura com artes visuais e tecnologia nessa mostra que é uma extensão de seus oitavo e nono álbuns de estúdio Biophilia (2011) e Vulnicura (2015).

Após se divorciar do artista visual Matthew Barney a artista passou por um período de dor e sofrimento que culminou no seu trabalho em Vulnicura. Björk Digital foi criada pela cantora islandesa e James Merry, com produção do MIF (Manchester International Festival).

Exposição Björk Digital – “Family Avatar” (Imagem: reprodução.)

A exposição é dividida em dois andares interativos com seis salas. No primeiro os visitantes usam óculos de realidade virtual em quatro salas diferentes. Na primeira sala é exibido o videoclipe de Stonemilker em 360º. O vídeo é bem simples e a paisagem da praia onde Björk canta sobre tirar leite de pedra e ser alguém que se doa muito em seu relacionamento serve para acostumar o espectador ao ambiente de realidade virtual.

Veja também:
Yung Cheng Lin e a sua fotografia desconfortável
A ironia do artista Nedko Solakov

O vídeo está disponível no Youtube, mas experimentá-lo na realidade virtual é algo muito interessante.

Na segunda sala temos o vídeoclipe de “Black Lake” e repetimos a experiência de imersão no universo criado por Björk e sua jornada pela separação e dissolução de seu relacionamento. Se em Stonemilker ela relata as dificuldades da relação que estava prester a terminar, em Black Lake o rompimento já aconteceu.

Na terceira sala dois videoclipes são mostrados em sequência, o primeiro é “Quicksand”, cheio de cores em que uma Björk 3D se movimenta em meio a um ambiente cintilante.

Já em “Mouth Mantra” entramos vertiginosamente na boca da cantora. Esse foi  o que causou mais tontura em relação aos outros vídeos. Ele é do perído em que a cantora precisou fazer uma cirurgia nas cordas vocais e causa muito desconforto na maneira em que é exibido nos óculos de VR.

Na sala seguinte podemos interagir um pouco mais com a realidade virtual, usando um controle remoto acionamos um dispositivo que faz a nossa Björk digital finalmente evoluir para uma mariposa em “Family”. Já em “Norget”, após darmos o play, uma Björk gigante aparece na sala. Finalizando assim a parte interativa com VR.

No segundo andar da mostra temos duas salas: Biophilia e Cinema. Em Biophilia, podemos usar o aplicativo desenvolvido pela cantora em parceria com cientistas e professores da Islândia e permite a criação de músicas enquanto mistura tecnologia, ciência e biologia em suas diversas categorias, como vírus e solstício. O aplicativo foi incorporado a grade curricular dos estudantes de seu país natal posteriomente.

Na sala final “Cinema”, temos uma seleção de videoclipes de Björk ao longo de sua carreira como All is full of Love, Army of Me, Utopia, Moon entre outros. Ao todo são duas horas de videoclipes e o espectador pode permanecer o tempo que quiser nas duas últimas salas da mostra.

A exposição Björk Digital foi exibida pela primeira vez em Sydney em 2016, passando por cidades como Tóquio, Barcelona, Cidade do México, Moscou, Montreal, Londres e Los Angeles, entre outras.

Algumas dicas para quem for na exposição:

– A pedido de Björk não é permitido tirar fotos da exposição, nem do painel na entrada. É bom deixar o celular no bolso ou no guarda-volumes.

– O primeiro andar dura em torno de 90 min e não é permitido sair e voltar, beba água, coma alguma coisa e vá ao banheiro antes de entrar.

– Os óculos de VR podem causar enjoo, vertigem e náusea. Então cuidado.

– Não vá com chápeus, bonés ou turbantes, porque será díficil para colocar os óculos e os fones.

Serviço:

Exposição Björk Digital

DATA

18 junho a 18 agosto, 2019

HORÁRIO

Terça a sábado – 10h às 20h
Domingos e feriados – 10h às 19h
A permanência no espaço expositivo é de até duas horas após o último horário.

INGRESSOS

Amigo +MIS
Entrada gratuita (mediante reserva prévia).

Na bilheteria (ingressos disponíveis todos os dias – sujeito a disponibilidade)
R$ 15 (meia) e R$30 (inteira); grátis às terças. Não há venda antecipada na bilheteria!

Ingressos antecipados
R$ 15 (meia) e R$30 (inteira) exclusivamente no site e no app da Ingresso Rápido.

LOCAL

MIS – Museu da Imagem e do Som
Av. Europa, 158, Jd. Europa
São Paulo – SP, Brasil
CEP 01449-000

Fone: [11] 2117-4777

Categorias: Artes Exposições