Crazyhead: demônios, risadas e Susan Wokoma

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Crazyhead

Zapeando pela Netflix, ultimamente, tenho encontrado algumas séries com protagonistas negras interessantes. Depois de Chewing Gum foi a vez de conhecer Crazyhead e vale a pena destacar essa série.

Criada por Howard Overman da série Misfits, Crazyhead pode ser comparada com séries como Buffy e Supernatural, mas com muito mais humor e uma trilha sonora ótima.

Crazyhead Netflix
Crazyhead Netflix

No primeiro episódio conhecemos Amy (Cara Theobold), uma jovem de vinte e pouco anos com problemas mentais que trabalha em um boliche. Ela está feliz porque finalmente recebeu alta e parou de ter “alucinações”, mas em uma noite tudo o que ela sabia muda de tom quando ela conhece Raquel (Susan Wokoma), que mostra que as suas alucinações são reais. Na verdade o que Amy vê são demônios que possuíram humanos, Raquel também pode ver e caçá-los, mas os demônios não gostam nem um pouco dessas caçadoras e tentam matá-las. Essa é a premissa da série, bem simples até, ao longo dos seis episódios da primeira temporada vamos acompanhando o início dessa amizade um tanto incomum.

A melhor coisa de Crazyhead são suas protagonistas, em especial Raquel, a personagem é carregada de um humor rápido e ao mesmo tempo em que sai por aí caçando demônios e exorcizando-os com ajuda do Google, ela não tem o menor trato social e tem muita dificuldade para fazer amigos, além de ter uma relação complicada com alguns demônios, mas apesar disso ela se mostra forte e decidida quando precisa. Já Amy é a típica mocinha tímida e problemática que vai ganhando confiança com o tempo e descobrindo quais são os seus verdadeiros pontos fortes.

Além das protagonistas temos Suzanne (Riann Steele), a melhor amiga de Amy, Jake (Lewis Reeves), colega de trabalho de Amy, que tem uma paixão por ela e acaba sendo o terceiro membro da equipe e Tyler (Arinzé Kene) irmão de Raquel.

A série tem várias qualidades e um humor típico inglês, além da diversidade do elenco e de várias personagens femininas fortes que figuram na trama. Também tem uma trilha sonora predominantemente feminina que se encaixa muito bem na trama e te deixa querendo ouvir tudo o que tocou no final do episódio. A história em si segue o bê-a-bá do gênero e deixa algumas pontas soltas para a segunda temporada, funcionando bem para uma série sem grandes pretensões.

Ouça a trilha sonora:

Crazyhead é uma série bem simples até e sem muitas enrolações, mas que diverte e agrada pelo carisma das protagonistas. Sem falar que é muito bom poder encontrar uma série que foge dos padrões e coloca uma mulher negra como principal interesse da série. Susan Wokoma, que também está em Chewing Gum, carrega a série com o seu carisma e uma atuação inspirada. Vale a pena assistir!

Sou formada em Artes Visuais, apaixonada por arte, música, livros e HQs. Editora nos blogs Las Pretas e Sopa Alternativa.


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