Dois ícones do rock gótico se reuniram no sábado, dia 13 de setembro, para um momento único: Wayne Hussey abriu o show da turnê de Peter Murphy promovendo o seu novo álbum Lion.

O show começou bem cedo, para quem está acostumado com as noites de São Paulo foi praticamente uma matinê. E às  18:45 Wayne Hussey entrou no palco tocando os clássicos do The Mission e Sisters of Mercy.

Hussey abriu o seu  pocket show com o cover Killing Moon do Echo & The Bunnymen, e o público se empolgou pouco, preferindo as telas de seus celulares ao show (sério quem vai a um show para ficar olhando o Facebook?). Wayne cumpriu muito bem o seu papel e entre um gole e outro de vinho fez a alegria de poucos, com canções como Stay with Me e Severina.

Ao final do show Wayne Hussey jogou o seu vinho para a plateia desanimada. Pouco tempo depois era o tão aguardado momento de ver o vampiro Peter Murphy.

Quando a cortina se abriu Hang Up começou, porém um problema técnico no microfone impossibilitou ouvir a voz de Peter Murphy, e uma excelente música do novo álbum foi perdida. Esse problema persistiu nas primeiras músicas, atrapalhando o início do show. O que irritou o público que começou a gritar  pelo “microfone” de maneira muito desrespeitosa com a banda que estava tentando se acertar. Ao longo do show eles conseguiram contornar o problema do microfone e tudo correu muito bem a partir daí.

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Murphy mesclou hits do seu novo álbum, com um destaque para Eliza, com clássicos da sua carreira solo, como A Strange Kind of Love e Cuts You Up, e músicas do Bauhaus. O melhor momento foi She’s in Parties e o improviso da banda em cima da linha de baixo criada por David J.

É preciso destacar os músicos que acompanham Peter Murphy: o excelente baixista Emilio di Zefalo e a surpresa na guitarra que foi Andee Black Sugar, que trouxe um pouco de Daniel Ash para a banda.

Diferente do show do ano passado, na turnê de comemoração dos 35 anos do Bauhaus, dessa vez Murphy se mostrou mais comedido com o público que não lotou o Carioca Club e pareceu bem desanimado, talvez porque esperassem mais músicas do Bauhaus ou talvez porque os seus celulares fossem mais interessantes.

Para mim é sempre incrível ver o Peter Murphy ao vivo, e no meu segundo show só pude constatar que ele se mantém íntegro com o seu trabalho ao longo dos anos. O seu novo álbum é muito bom e sua voz ao vivo é praticamente a mesma das gravações. E apesar dos problemas técnicos no começo da apresentação o show, no geral, foi muito bom e foi um ótimo presente para os fãs mais apaixonados como eu.

Já estou sentindo falta do sr. Peter Murphy. Espero que ele volte sempre.

Setlist Peter Murphy em São Paulo – Set/14:

– Hang Up
– Low Room
– Low Tar Stars
– Memory Go
– Peace to Each
– Deep Ocean
– Gaslit
– Eliza
– Holy Clow
– Skol
– A Strange Kind of Love
– She’s in Parties
– Velocity Bird
– Prince & Old Lady

BIS:

– Silent Hedges
– Cuts You Up
– Lion
– Uneven

 

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