Quando falamos de subcultura estamos falando de estilo de vida, modo de pensar agir falar, ouvir música e gostar de arte.

Desde primórdios a arte tem esse poder influenciador na cultura social e no comportamento humano. A maneira de se vestir, decorar um quarto, escolher um lugar que tem o seu perfil. Lugar esse onde se reunem as pessoas com gostos em comum e fazem parte das subculturas diversas. Essa diversidade cultural tem história, tem contexto. Eu vou falar um pouco do que sei e do que já vivi e os lugares onde já frequentei na vida noturna de São Paulo.

Aos 17 anos me aventurei na galeria do rock as sextas-feiras com um pessoal na qual eu também fiz parte: os emocores.  Emocore foi e é um estilo gritante de rock emocionalmente falando, surgido nos anos 1990. Não segui por muito tempo nessa moda que foi em 2006.

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Então segui ouvindo estilo indie, rock mais alternativo que surgiu nos 1980 estilo independente que foge das mídias  do “mainstream”. Não fiquei por muito tempo. Foi quando numa festa, na casa de um amigo que os pais estavam viajando, conheci o estilo de música Ska (gênero musical de origem nos 1950 da Jamaica). Me apaixonei por esse ritmo e naquele dia não via a hora de chegar em casa e começar a pesquisar mais músicas neste estilo. Fiquei com um garoto que se dizia skinhead trad (skinhead surgiu em Londres, entre anos 1960 pra 1970 sua origem vem do rude boy (jamaicano) e os punks do subúrbio), então me aprofundei nesse estilo de vida e segui como uma rude girl.

Foi aí que tudo se encaixou, onde eu descobri do porque The Clash tinha uma pegada reggae e punk, de que não só as pessoas comuns, como meu pai, ouviam Soul, Jazz  e Funk na sua vitrola. Descobri que outras subculturas estão interligadas, punk girls, skinhead girls, rockabillys, teddy girls, mod, riot grrl, regueiras, rappers, soul sisters, rockers, indies, góticas, geração tombamento, grunge, estilo da moda e arte dos 1950 aos 1990. A geração brechó, os termos da redes sociais como rolezeira, isto está tudo interligado. Porque a rolEzeira eclética de hoje pode ter sido a punk de ontem.

O papel da mulher na subcultura é importante ele engloba feminismo, presença, direito, na busca por mais respeito, sua influencia na música seu empoderamento, e não é só música! Essas mulheres estão envolvidas culturalmente mostrando seu ato politico, revolucionário, fora do padrão ou sistema.

Ouça a playlist Subcultura Feminina:

*Texto publicado originalmente no blog: COISA DE NIE.

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