Mulheres poderosas!

Categorias Música

Hoje, dia 8 de março, é comemorado o Dia Internacional da Mulher, e eu particularmente estou cansada de homenagens cafonas e sem noção que deixam de lado o verdadeiro motivo desse dia na luta pelos direitos de igualdade feminina.

O rock sempre foi palco de estereótipos e preconceitos em relação a mulher, é só pegar qualquer vídeo de metal farofa nos anos 80 e veremos mulheres objetificadas de todos os tipos. Mas fomos atrás das mulheres guerreiras, cheias de personalidade que sofreram preconceito e conseguiram romper com selos e estereótipos, deixando qualquer marmanjo metido a besta no chinelo. E hoje servem como exemplo de força e carisma.

Nada melhor do que ouvir algumas das mulheres mais fodonas do rock e hip hop.

Janis Joplin

A “Rainha do Rock and Roll”. No fim dos anos 1960 ela era vocalista da Big Brother and the Holding Company e, depois iniciou carreira solo acompanhada de suas bandas a Kozmic Blues e a Full Tilt Boogie. Janis Joplin tinha uma das vozes mais poderosas de sua geração.

Yoko Ono

Apontada como a “causa da separação dos Beatles”, Yoko Ono é muito mais do que isso. Nos anos 60 participou do Fluxus, um movimento artístico de vanguarda, e marcou o seu nome na arte contemporânea mundial, além disso ela é cantora lírica e com a sua Plastic Ono Band criou um trabalho musical baseado na experimentação que abriu caminho para o rock experimental.

“(…) A produção de Ono, apesar de sua educação formal em música, desconstruía e repensava a música popular, em especial o rock and roll. Yoko Ono é uma das precursoras do estilo rock experimental que viria surgir entre o fim dos anos 1970 e o começo dos anos 1980 com a música industrial e pós-punk. Seus discos de 1972 e 1973 atualmente são reconhecidos como históricos.”

The Runaways

O The Runaways surgiu em 1975 quando Joan Jett resolveu criar uma banda só de garotas. No começo todos acharam que elas estavam de brincadeira, mas as garotas detonaram e chegaram a fazer uma turnê mundial. Infelizmente as desavenças internas e diversas trocas de membros fizeram a banda acabar em 1979. Mas as ex-membros da banda Joan Jett e Lita Ford seguiram em carreira solo e marcaram seus nomes no rock dos anos 80.

Heart

O Heart surgiu em 1976 influenciado por bandas de hard rock como Led Zeppelin, a banda é comandada pelas irmãs Ann e Nancy Wilson, que logo no início foram confundidas com amantes por um cara que perguntou o que elas estavam fazendo no show, já que para ele mulheres não podiam tocar em bandas de rock. Para responder a esse cara elas escreveram “Barracuda” um dos maiores hits da banda.

Tina Turner

O que dizer de Tina Turner? A diva original. Muito antes de Beyoncé sonhar em subir no palco ela já dominava a audiência com sua voz matadora e seu par de pernas inconfundível. Tina Turner superou anos de um casamento abusivo e até hoje continua com a sua carreira no alto dos seus 75 anos.

Debbie Harry

Vocalista do Blondie, Debbie Harry é um dos ícones do punk e new wave. Pela sua atitude punk ela é considerada uma das pessoas mais influentes do rock com seus 69 anos de idade.

Patti Smith

Patti Smith se destacou nos anos 70 com seu álbum de estreia Horses durante o movimento punk. A “poetisa do punk”, trouxe um lado feminista e intelectual ao movimento, o que transformou Patti  em uma das mulheres mais influentes do rock.

Queen Latifah

Lançado em 1989 “All Hail the Queen” é álbum de estreia da Queen, que falava de questões feministas e raciais em um cenário de hip hop que não abria espaço para as mulheres como rappers. Queen Latifah chegou com tudo e colocou as mulheres em primeiro lugar com o seu hit “Ladies first”.

Kim Gordon

Conhecida como uma das fundadoras do Sonic Youth e do rock alternativo, junto com o seu ex-marido Thurston Moore,  Kim Gordon também é atriz, artista visual, dona de uma linha de roupas e produtora. Nos anos noventa ela era símbolo do rock alternativo e até hoje é uma pessoa influente no rock.

Hole

O Hole é uma das bandas comandadas por mulheres mais bem sucedidas da história, e apesar da má fama de Courtney Love o grupo tem dois álbuns que entraram para a história do rock, com letras que discutiam imagem corporal,  feminilidade, exploração sexual e feminismo.

Gwen Stefani

A vocalista do No Doubt era constantemente confundida como a namorada de uns dos caras da banda e nunca era vista como a garota que liderava a banda, que viria a ser uma das maiores da sua época. Indignada ela escreveu “Just A Girl”, e até hoje é uma das mulheres mais influentes da cena musical.

Lauryn Hill

Lauryn Hill começou a sua carreira no extinto grupo Fugees, e fez muito sucesso com a regravação “Killing Me Softly”, mas devido as brigas o grupo acabou e ela seguiu em carreira solo. Seu álbum de 1998 “The Miseducation of Lauryn Hill”, dominou as paradas americanas e garantiu onze indicações ao prêmio Grammy de 1999, feito jamais alcançado por uma cantora. Hill abandonou a carreira de cantora por um tempo e chegou até a ser presa, mas voltou com um álbum novo.

Beth Ditto

A vocalista do Gossip quebrou tabus com relação a imagem corporal feminina não tendo vergonha do seu peso e da sua sexualidade, ela é uma defensora dos direitos homossexuais e tornou-se um ícone da moda, além de ter uma voz poderosa e dominar o palco. “Standing in the Way of Control”, foi escrita como uma resposta à decisão do governo americano de negar o direito ao casamento de casais LGBT.

Alison Mosshart

Alison Mosshart é possivelmente uma das mulheres com mais atitude da atualidade, cantora, guitarrista e parte da dupla inglesa The Kills ao lado de Jaime Hince, ela também empresta o seu talento para o grupo de Jack White The Dead Weather, além de já ter feito participações especiais com bandas como o Placebo e Primal Screen.

Brittany Howard

Brittany Howard era desconhecida até pouco tempo, mas com o seu Alabama Shakes ela gravou o seu nome na história do rock com a sua voz poderosa, que gera muitas comparações com Janis Joplin, e faz um retrato de sua geração nas suas composições.

Este foi só o começo, muitas outras virão buscar o seu lugar ao sol, se você acha que faltou alguém deixe o seu comentário.

Sou formada em Artes Visuais, apaixonada por arte, música, livros e HQs. Editora nos blogs “Las Pretas” e “Sopa Alternativa”, também colaboro com o “Delirium Nerd” e “Blogueiras Negras”.

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