Kings of Leon esquentou o SWU

Categorias Música

Muitos reclamaram da organização do SWU (ou da falta de organização), disseram que o festival não tinha nada de sustentável e por aí vai… mas eu não me movi até Itu para andar de roda gigante e passear num labirinto reciclável, nem para pegar fila da comida e tomar uma cerveja cara, não perdi meu tempo com isso. Só há uma coisa que me fez ir até o SWU,  o show do Kings of Leon.

Contudo os outros shows também foram bons. O Sublime deixou um gostinho de nostalgia dos anos 90 numa época em que era muito bom ligar o rádio e ouvir “Santeria” tocando.  Já o show da Regina Spektor foi meio frio, quase ninguém conhecia o seu trabalho além de Fidelity a tal música da novela o que gerou gritos de “Toca a da novela e vai embora!”, mas foi um show simpático, talvez funcionasse melhor num lugar menos frio… Joss Stone e Dave Matthews Band foram acima da média.

Depois do longo (mas excelente) show do Dave Matthews Band o público já estava ansioso para ver os Reis subirem ao palco, quando um cara apareceu no palco oposto ao água gritando um discurso um tanto quanto contraditório sobre as desigualdades do mundo, o que irritou o público já cansado de esperar pelo Kings, gerando gritos de “Kings of Leon! Kings of Leon!” seguido de “Cerveja cara! Cerveja Cara!”.

Foi quando os Reis entraram já mostrando a que vieram com a pesada Crawl e já pegando no embalo Molly Chamber’s naquele momento a fazenda Maeda esquentou!

Em seguida veio My party e o refrão She’s in my party ainda reverberou na minha cabeça quando tudo ficou em silêncio. Matthew Followill mostrou suas habilidades de guitarrista tocando guitarra com os dentes em determinados momentos do show.

Be Somebody pôs todo mundo para pular e Mary música do novo álbum, lançado em premiere um dia após o show, esfriou um pouco os ânimos, mas não deixou de ser ótima.

Quando Fans começou Jared Followill mostrou porque é considerado um dos melhores baixistas da atualidade. Com  as baladas Closer e Revelry fizeram a alegria dos casais “coxinhas”.

Four Kicks é aquela música que toca quando você arranja briga no bar, quebra uma garrafa de cerveja na cabeça de alguém e sai correndo pra não ser preso. Coisa de macho.

Em seguida veio The Bucket, mas eles já tinha chutado o balde há muito tempo…

Notion foi mais um música que alegrou o pessoal que não conhece os trabalhos mais antigos da banda. Radioactive, o novo e ótimo single, abriu caminho para Sex on Fire, um dos melhores momentos do show esquentando ainda mais o público.

Com On Call veio  e a certeza de que sempre que eles me chamassem eu iria vê-los, não importa onde. Back Down South, mais uma música nova, deixou um gostinho do primeiro álbum Youth and Young Manhood e da fase roots. E Slow Night, So Long”fechou o show meio no susto.

Como eles iriam embora sem tocar Use Somebody? Pois a banda se retirou do palco por alguns minutos e algumas pessoas já resolviam ir embora quando Natan Followill, o baterista, voltou e puxou batida de “Knocked Up” uma balada de primeira qualidade, e os outros integrantes retornaram aos seus postos.

Manhattan antecedeu a tão aguardada Use Somebody que fez o público cantar junto do começo ao fim e responder a cada Somebody que Caleb Followill lançava. Black Thumbnail fechou o show definitivamente.

Ao final ficou um gosto de quero mais, e eu particularmente senti falta das excelentes Charmer, King of the Rodeo e California Waiting, que ficaram de fora do set list.

Eu li algumas críticas negativas sobre o show, dizendo que eles fizeram uma apresentação morna voltada a um público que só conhecia duas músicas da banda, porém não foi o que eu vi. O show deles foi muito bem executado e o set list não deixou a desejar,  eles tem uma força e energia incríveis no palco, quem realmente gosta da banda saiu satisfeito e querendo ver os Reis novamente num show só deles.

Vida longa aos Reis!

SETLIST:

1. Crawl
2. Molly’s Chambers
3. My Party
4. Be Somebody
5. Mary
6. Fans
7. Revelry
8. Closer
9. Four Kicks
10. The Bucket
11. Notion
12. Radioactive
13. Sex on Fire
14. On Call
15. Back Down South
16. Slow Night, So Long

BIS:
17. Knocked Up
18. Manhattan
19. Use Somebody
20. Black Thumbnail

Sou formada em Artes Visuais, apaixonada por arte, música, livros e HQs. Comecei escrevendo sobre música e me apaixonei pela escrita.

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